Candidato, fuja da rede por Nello Morlotti

Vivemos um momento onde indivíduos procuram por informações sobre a legislação eleitoral das redes sociais, o que pode e, o que não pode. Os clichês ouvidos por candidatos, tanto da proporcional, como os das eleições majoritárias, nos presenteiam com pérolas como: “esta eleição será da internet”, ou “a eleição é definida através da rede social”. E todos vão à luta na famosa e encantadora via digital.
Circula nos bastidores lições de especialistas como os famosos “Cientistas Políticos das Redes Sociais”, os da área do Direito e principalmente, os da Comunicação Digital. Gente capaz de mostrar ao pretenso candidato, mesmo aquele em fase de reeleição, os benefícios da campanha na rede. Mesmo que na prática não consigamos encontrar histórias de sucesso, sei que elas existem, mas são muito raras.
Minha tese é que tudo isso não passa de uma enorme bobagem, besteira desmedida, perda de tempo e dinheiro, nos casos de posts patrocinados ou canais pagos, como no Youtube. Fujam enquanto é tempo. Eu explico, pois ao observar o ranking dos políticos mais acessados do Brasil, o nível de insatisfação é enorme. Basta acessar aos canais de interatividades para visualizar as contínuas ameaças e desgravo – os brasileiros não suportam política na rede social.
A criatividade para inventar assuntos é de grande maestria, eles legislam, ajudam velhinhas a atravessarem ruas, carregam crianças no colo, mas nenhum assunto, ou conteúdo relacionado à Política, tem validade. O cidadão, por mais astuto e esperançoso ouve por seguidos anos mantras que demonizam a classe política. E não será um esforço pessoal da turma do Gabinete ou de uma Agência com gente “treinada” que vai mudar esta realidade.
Falar de política no Facebook é o mesmo que usar a camisa do Grêmio nas arquibancadas do estádio Beira Rio junto à torcida Colorada, em Porto Alegre. Meu conselho: voltem no tempo! A boa conversa no bar com os amigos, visita na paróquia, o abraço sincero no culto e na pelada do futebol. A exposição de ideias junto aos que querem ouvir, funciona mais que a melhor estratégia “patrocinada” nesta precária e limitada rede social.
Importante observar, que me refiro especificamente ao trato da política nas redes sociais e reconheço que algumas estratégias empresariais de venda tem enorme vantagem, talvez até, únicas frente ao mundo tradicional.
Nello Morlotti

