Como pensa o novo ministro da Educação

Um dos responsáveis pela área da Previdência na equipe de transição de Jair Bolsonaro, o novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, participou em dezembro do ano passado, em Foz do Iguaçu, da Cúpula Conservadora das Américas. Na ocasião, ele defendeu que os militantes de direita devem adaptar as teorias do filósofo Olavo de Carvalho para vencer os embates teóricos com os militantes de esquerda.

Weintraub afirmou que é preciso vencer o marxismo cultural nas universidades e trabalhar para que o país pare “de fazer bobagem” para se chegar a uma situação ideal. Ele afirmou também que é preciso vencer o comunismo e evitar outras ameaças, como ataques islâmicos, para que o Brasil seja uma dos países mais pacíficos do mundo.

“Dá para ganhar deles. É Olavo de Carvalho adaptado”, disse Abraham. “E como ganhamos deles? Não sendo chatos. Temos que ganhar com humor e inteligência”, completou. “O socialista é a Aids e o comunista, a doença oportunista”, arrancando aplausos da plateia de cerca de 200 pessoas.

Abraham fez uma explanação histórica sobre questões econômicas, mas centrou seu discurso no combate ao pensamento de esquerda. “Quando ele (um comunista) chegar para você com o papo “nhoim nhoim”, xinga. Faz como o Olavo de Carvalho diz para fazer. E quando você for dialogar, não pode ter premissas racionais”, disse.

Contra-Ponto