Ex-governador do Paraná, Beto Richa volta a ser preso

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) voltou a ser preso na manhã desta terça-feira (19), desta vez em uma operação do Ministério Público do Paraná. A prisão é preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. A suspeita contra o tucano é de corrupção, e ele foi preso no apartamento onde mora.

O G1 tenta contato com a defesa do ex-governador, mas, até o momento, as ligações não foram atendidas.

Esta é a terceira vez que Beto Richa é preso. A ação é um desdobramento da Operação Quadro Negro, de acordo com o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Curitiba, Leonir Batisti.

O empresário Jorge Atherino, apontado pelo MP como operador financeiro de Beto Richa, e Ezequias Moreira, ex-secretário especial de Cerimonial e Relações Exteriores do Paraná, também foram presos.

Ezequias foi citado na colaboração premiada do empresário Eduardo Lopes de Souza. A delação afirma que o ex-secretário participou da arrecadação de dinheiro desviado da reforma e construção de escolas para a campanha de reeleição de Beto Richa para o governo do estado.

O Gaeco cumpre também mandados de busca e apreensão em imóveis da família Richa em Caiobá, no litoral do Paraná, e Porto Belo, em Santa Catarina.

Salvo-conduto

Na sexta-feira (15), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes concedeu um salvo-conduto para impedir que Beto Richa e familiares fossem presos.

No entanto, a decisão do STF se refere às investigações da 58ª fase da Operação Lava Jato, que prendeu Beto em 25 de janeiro.

G1