Exoneração em massa pode custar muito caro

Passadas as emoções da posse e das primeiras decisões do governo Ratinho Jr., alguns especialistas avaliam que a exoneração de todos os cargos em comissão, incluindo funções gratificadas, pode gerar custos administrativos e financeiros.

Explicam, os analistas, que ao demitir em massa, o governo corre o sério risco de ficar acéfalo em várias áreas, já que cargos com funções essenciais à máquina pública ficarão vagos. Posições na Fazenda, DER, IAP, Saúde e Educação, por exemplo.

Além disso, há um custo financeiro embutido. Praticamente todos os cargos tem férias a receber e muitos receberão indenização. Este direito à indenização para ocupantes de cargos em comissão começou no governo Beto Richa e consiste no pagamento de um salário se a exoneração não fora a pedido.

Esse custo, segundo os mesmos analistas, poderia ser evitado já que muitos dos ocupantes em cargos em comissão e, em especial, das funções gratificadas retornarão e assumirão novas (ou as mesmas) posições no novo governo.

Contra Ponto