Produtores de Assaí procuram NEAT para obter certificação de produtos orgânicos

Os bolsistas do PPCPO (Programa Paranaense de Certificação de Produtos Orgânicos) do NEAT (Núcleo de Estudos de Agroecologia e Territórios) que está instalado na  UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná), campus Luiz Meneghel em Bandeirantes, foram realizar estudos de caso em propriedades rurais de Assaí.
Acompanhado pelo Mauricío Gondo, técnico da Emater/Assaí, os bolsistas do projeto, Diego Contiero e Maria Eliza Brumatti visitaram duas propriedades, no intuito de verificar a possibilidade da produção orgânica e apresentar possíveis adequações para a obtenção do certificado. “Nossa visita é técnica. Viemos ouvir o desejo do produtor, saber quais culturas ele gostaria de obter a certificação e ainda orientamos como adequar a propriedade para a produção de orgânicos”, explicou Diego, lembrando ainda que caso o resultado seja positivo, onde no espaço determinado pode sim iniciar o processo de produção de alimentos sem agrotóxicos, o próximo passo é enviar um caderno de campo, onde o produtor relate diariamente o que fez no manejo da sua área, e uma lista de produtos autorizados para utilizar neste tipo de produção. “Após fornecermos estes materiais, através da Emater, mantemos  contato com o produtor, fazendo visitas periódicas e tirando suas dúvidas, como determina o programa que é gratuito para os agricultores familiares que desejam obter o certificado de orgânico pelo Tecpar”.
A primeira visita foi na propriedade do senhor Moacir Laercio Regiane, na Secção Peroba, onde atualmente produz grãos, abacate e banana. Ele optou em iniciar uma horta orgânica para ter alimentos mais saudáveis, livres de agrotóxicos, e também para agregar mais valor a produção.
A dona Cleusa Balduino Ferraz e seu esposo João Costa Ferraz, são proprietários de uma chácara na Secção Maracatú, também em Assaí, que já tem uma horta convencional, porém gostaria de converter para orgânica para atender melhor seus clientes. “Quando vou para alguma feira vender minhas hortaliças ou legumes os consumidores sempre perguntam:  ‘é orgânico?’. As pessoas estão cada vez mais conscientes dos perigos que os agrotóxicos podem causar a saúde, por isso buscam alimentos mais saudáveis”, acredita Dona Cleusa.
Nesta propriedade além do certificado de orgânico para as culturas de couve, cebolinha, maracujá, abobrinha, pimenta, rúcula, tomatinho, mandioca, banana, dentre outros, a família Ferraz pretende buscar ainda a certificação nos produtos processados, que atualmente já fazem em sua propriedade. “Já tenho uma cozinha preparada para trabalhar com alimentos. Aqui eu corto couve, preparo conservas e polpas com as frutas, sei que se conseguir certificar estes alimentos processados, vou garantir uma renda ainda maior para minha família”, acredita a produtora.
Ambos os produtores já participam do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) que após serem certificados como orgânicos, terão prioridade na hora de vender e os produtores terão o acréscimo de 30% no valor, direitos garantidos por lei.
Para saber mais como funciona o PPCPO na região do Norte Pioneiro é só procurar o NEAT em Bandeirantes ligando no (43) 3542-8047, ou então procurar a Emater do seu município.
Por: Daniani Souza – assessoria do NEAT
 Foto: Jean Guerino.